Com o avanço da tecnologia, diversos setores vêm se reinventando completamente. A educação é um deles, o que pode ser observado não apenas pela incorporação de novas ferramentas tecnológicas às salas de aula, mas às novas formas de ensinar e aprender. Um exemplo disso é a aprendizagem personalizada, uma abordagem que adapta o ensino às necessidades, interesses e habilidades dos estudantes.
Segundo Carolina Brant, gerente Pedagógica da Geekie, principal plataforma de aprendizagem personalizada e ensino híbrido para o setor de educação básica baseada em inteligência de dados, a abordagem surge como uma alternativa aos modelos educacionais tradicionais. “As particularidades dos alunos são consideradas, o que impacta diretamente na motivação, engajamento e desempenho deles”, diz.
Vale notar que, diferente do que o nome sugere, esse método não se trata de elaborar um plano para cada estudante. Ao invés disso, leva em consideração uma matriz curricular flexível e diferentes estratégias de atuação pedagógica dentro e fora da sala de aula (de modo a atender diferentes grupos e perfis de estudantes) e complementar os conhecimentos já adquiridos.
Para a executiva, essa estrutura permite que as instituições de ensino se adaptem às demandas específicas dos alunos. “Quando os jovens se reconhecem como indivíduos com histórias únicas, eles assumem a responsabilidade pelo próprio progresso. Isso resulta em um aumento no desejo de aprender e, consequentemente, traz resultados positivos no seu desenvolvimento acadêmico. Em resumo, suas diferenças são reconhecidas e as suas habilidades maximizadas”, explica.
Ferramentas que facilitam a aprendizagem personalizada
Hoje, várias instituições de ensino estão conseguindo adotar a aprendizagem personalizada por meio do auxílio de recursos tecnológicos. Desde soluções interativas até sistemas de avaliação em tempo real, essas inovações contribuem para que os planos de ensino sejam ajustados ao ritmo de cada aluno.
A própria inteligência artificial (IA), com a sua capacidade de automatizar processos, é um exemplo disso. De acordo com o “Perfil e Desafios dos Professores da Educação Básica no Brasil”, divulgado pelo Instituto Semesp, quase 75% dos entrevistados concordam parcial ou totalmente com o uso ferramentas tecnológicas e IA no processo educacional, enquanto mais de 39% dos professores afirmam sempre utilizar a tecnologia no dia a dia.
O Geekie One, plataforma da Geekie, também entra nesta lista. Na solução, cada estudante pode rever aulas em vídeo ou texto, fazer e refazer atividades e avançar segundo as etapas cumpridas individualmente. Além disso, a tecnologia analisa erros e acertos e indica conteúdos que preencham lacunas de aprendizado e também gera relatórios de desempenho, que podem ser acessados por docentes, coordenações e familiares.
Promovendo uma educação inclusiva
Outro ponto de destaque da aprendizagem personalizada é a sua capacidade de promover uma educação inclusiva nas escolas. Por permitir o acesso e as condições ideais para todos os estudantes, inclusive aqueles com deficiências, a abordagem passou a se tornar uma via para garantir experiências educacionais significativas a qualquer pessoa.
“Personalizando o ato de ensinar, personalizamos também o ato de aprender, permitindo que a escola supere barreiras como o preconceito estrutural, valorize os pontos fortes dos alunos e entenda como trazer resultados melhores de forma democrática”, conclui Carolina.