O cenário para startups brasileiras em 2026 tem sido marcado por maior seletividade de capital, pressão por eficiência e aumento da complexidade operacional. Dados do Sebrae indicam que cerca de 29% das empresas fecham antes de completar cinco anos, enquanto levantamentos da CB Insights mostram que 38% das startups encerram as atividades por falhas de gestão financeira e 35% por falta de demanda real, problemas recorrentes sobretudo no early stage, quando o fundador ainda concentra múltiplas funções.
Para quem está começando, o desafio deixou de ser apenas desenvolver produto. O founder precisa construir um pitch convincente, estruturar vendas, liderar equipes enxutas, organizar métricas, controlar caixa e garantir que a tecnologia acompanhe o crescimento. A isso se soma o impacto da reforma tributária, que começa a exigir maior organização fiscal e previsibilidade financeira, mesmo de empresas ainda em fase de validação.
Na prática, muitos negócios falham não por falta de inovação, mas por ausência de método. Um estudo da Harvard Business Review aponta que menos de 10% dos pitches apresentados a investidores conseguem gerar interesse real logo no primeiro contato. A maioria não convence por não demonstrar clareza sobre modelo de negócios, custos, tração e estratégia comercial, pontos críticos para startups que buscam investimento seed ou pre-seed.
Outro gargalo recorrente está na máquina de vendas. Com investidores priorizando eficiência, métricas como CAC, LTV e previsibilidade de receita passaram a pesar mais do que promessas de crescimento acelerado. Ainda assim, é comum founders acumularem a função comercial sem processo estruturado, funil definido ou leitura consistente dos dados, o que dificulta a escala.
A gestão de equipes também entra no radar cedo. Startups disputam talentos em tecnologia e produto, lidam com times pequenos e alta pressão por entrega, exigindo liderança, cultura e alinhamento desde os primeiros passos. Ao mesmo tempo, a organização de planilhas, indicadores e decisões estratégicas se torna indispensável para não perder controle do negócio.
É nesse contexto que a Start Growth iniciou, em 15 de janeiro, a divulgação da Escola Start Growth, projeto educacional voltado a founders e líderes de startups em fase inicial. O primeiro ciclo contará com três aulas gratuitas no YouTube, desenhadas para discutir, de forma prática, os principais desafios do early stage: pitch vendável, estruturação da máquina de vendas, gestão de equipes, organização de métricas e integração entre produto, tecnologia e negócio.

Segundo Marilucia Silva Pertile, cofundadora da Start Growth e mentora de startups, a proposta é atacar os erros que mais custam caro no início da jornada. “O founder precisa aprender rápido a transformar visão em execução. Sem método, o negócio cresce torto ou não cresce. As aulas gratuitas foram pensadas para quem quer estruturar a base antes de escalar”, afirma.
O modelo não prevê oferta comercial imediata. A abertura do carrinho ocorrerá apenas na terceira aula, após a entrega completa do conteúdo inicial. O ciclo será repetido a cada 60 dias, criando recorrência e permitindo que novos empreendedores entrem continuamente na jornada de formação.
Para a Start Growth, a iniciativa reflete uma mudança no próprio ecossistema. Com menos margem para erro e mais cobrança por resultados, a formação prática passa a ser parte da estratégia de sobrevivência das startups. “Em 2026, o improviso custa caro. Quem aprende cedo a vender, liderar e ler números aumenta significativamente as chances de não entrar para a estatística da mortalidade”, conclui Marilucia.
A divulgação oficial da Escola Start Growth começou em 15 de janeiro. As datas e inscrições para o primeiro ciclo de aulas gratuitas serão anunciadas nos canais oficiais da Start Growth.







