Com a sofisticação crescente dos golpes digitais e o uso cada vez mais frequente da inteligência artificial para fins maliciosos, práticas simples continuam sendo a principal linha de defesa para usuários e empresas. Para marcar o Dia da Internet Segura, celebrado em fevereiro, Bruno Telles, CCO da BugHunt, chama atenção para os riscos mais comuns no ambiente digital e compartilha orientações práticas para reduzir a exposição a fraudes e vazamentos de dados.
“Hoje, a maioria dos ataques não se origina em falhas técnicas, mas em vulnerabilidades humanas. Agentes mal-intencionados exploram senso de urgência, confiança e distração para induzir erros. Por isso, ajustes simples de comportamento têm impacto direto na redução de riscos”, afirma o executivo.
Para ajudar usuários e empresas a se protegerem, Telles destaca medidas simples que já reduzem significativamente a exposição a golpes e incidentes de segurança:
- Ative a autenticação em dois fatores sempre que disponível;
- Use senhas únicas e fortes, de preferência com o apoio de gerenciadores de senha;
- Desconfie de links, anexos e pedidos urgentes, mesmo que parecem vir de contatos conhecidos;
- Mantenha sistemas, aplicativos e dispositivos sempre atualizados;
- Evite redes Wi-Fi públicas para acessar contas bancárias ou informações sensíveis;
- Empresas devem investir em treinamento contínuo, controle de acessos e manter backups testados regularmente.
Golpes mais comuns e o papel da inteligência artificial
No Brasil, os principais riscos digitais enfrentados por usuários comuns envolvem golpes financeiros, roubo de contas e vazamentos de dados, especialmente por meio de infostealers (software malicioso criado para roubar informações confidenciais) e aplicativos de mensagem, como WhatsApp, e-mails e redes sociais. Já no ambiente corporativo, ataques como ransomware, invasões a sistemas e exploração de falhas em serviços expostos têm crescido de forma acelerada, impulsionados pela baixa maturidade em segurança da informação de muitas organizações.
A inteligência artificial também ocupa papel central nesse cenário. Se, por um lado, ela viabiliza golpes mais sofisticados, como mensagens altamente personalizadas e até deepfakes, por outro, fortalece a defesa ao permitir a detecção mais rápida de padrões suspeitos, automação de respostas e antecipação de vulnerabilidades. “Vivemos uma corrida constante entre ataque e proteção, e a IA está presente nos dois lados”, afirma o especialista.
No Dia da Internet Segura, a principal mensagem é que a segurança digital é, acima de tudo, uma questão de hábito. “Pequenas atitudes, como usar autenticação em dois fatores e pensar antes de clicar, evitam a maioria dos incidentes e colocam o usuário no controle da própria vida digital”, conclui Telles.






