Especialistas revelam previsões sobre IA em 2026 separando resultado real de promessa vazia

Após ser amplamente difundida e testada ao longo de 2025, a inteligência artificial provocou euforia, competitividade e especulações no mundo inteiro. Agora em 2026, a indústria de tecnologia mergulha em uma nova fase: separar qual aplicação ou ferramenta integrada à IA realmente traz retorno positivo ao negócio e quais iniciativas falharam em escalar para além de protótipos experimentais. No ano passado o foco do mercado de TI era apenas baixar aplicativos e softwares, agora a disputa envolve hardware, integração de sistemas e execução. Países como EUA, China e nações da Europa estão investindo mais de US$ 240 bilhões na fabricação de chips e semicondutores, tratando o hardware como um recurso valioso. 

Manoj Chaudhary, CTO da Jitterbit

Para Manoj Chaudhary, CTO da Jitterbit, estamos vivendo um resgate histórico do hardware. “Estamos entrando em uma nova era em que o hardware importa novamente. Na década de 1990, a vantagem competitiva vinha das CPUs, armazenamento e rede. Agora, a IA está puxando a indústria de volta para o hardware, com países correndo para garantir GPUs (chips processadores), tratando-as como ativos estratégicos. Treinar e rodar modelos de IA em escala consome energia e resfriamento extraordinários, e a expansão dos centros de dados está atingindo limites de regulação, fornecimento de energia e espaço físico”. 
 
Com os gargalos na fabricação de chips persistindo, conforme explica o especialista, a sobrevivência das empresas dependerá de usar a tecnologia de forma consciente. “O sucesso com IA não é apenas ter as maiores máquinas; é sobre usá-las de forma inteligente, reduzindo despesas desnecessárias”, afirma Manoj. Segundo ele, empresas que otimizarem o uso da IA com foco em custos superarão aquelas que dependem apenas da capacidade de processamento.  

Bill Conner, presidente e CEO da Jitterbit

A discussão reacende uma pergunta que ronda o mercado: a bolha da IA vai estourar? Para Bill Conner, presidente e CEO da Jitterbit, a resposta depende menos da tecnologia e mais da maturidade das organizações. “Se houver uma bolha de IA, ela só vai estourar para quem se baseia em hype em vez de em bases sólidas”, afirma. Na visão dele, 2026 vai recompensar quem investiu no “encanamento” invisível da transformação digital, não apenas em promessas chamativas. 

Os que vão sair por cima em 2026 são aqueles que investem em conexões fortes; entre seus dados, seus sistemas e seu povo. A IA não pode fazer nada significativo se estiver presa em silos desconectados”, diz Conner. Ele reforça que as empresas que realmente estão e continuarão vencendo são aquelas que usam integração e automação para transformar a IA responsável “de uma ideia brilhante em resultados reais de negócios”. 

Para ambos os executivos, o limite da IA não está apenas nos modelos, mas nos sistemas que os sustentam. “Mesmo os modelos de IA mais avançados serão limitados pelos sistemas que os alimentam”, resume Manoj ao destacar arquitetura, conectividade e fluxos de trabalho integrados como fatores decisivos para vantagem competitiva duradoura. 

Conner conclui que, se uma correção vier, ela não significará retrocesso. “Se houver uma bolha de IA e ela estourar para quem se baseia em hype, isso não sinalizará o fim do progresso, mas sim uma mudança para organizações que priorizam substância, integração e inovação sustentável.” Em outras palavras, a próxima fase da IA não será sobre promessas, será sobre execução. 

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Yuri Rodrigo de Camargo

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