A segunda rodada da Kings Cup Brazil chegou provando que o novo formato da competição veio para criar momentos imprevisíveis e cheios de emoção. Com os times ainda se adaptando às novas regras, vimos uma goleada histórica aplicada pela LOUD, uma virada cinematográfica do Desimpedidos e até mesmo goleiros assumindo o protagonismo e marcando gols decisivos.
Funkbol, LOUD, Fluxo, FURIA e Desimpedidos foram os vencedores da rodada, movimentando a tabela e mostrando que a disputa pelo título segue totalmente aberta.
Confira os destaques de cada partida:
LOUD se recupera com goleada histórica sobre a G3X
Após um início de campeonato abaixo do esperado, a LOUD mostrou que não está para brincadeira. Enfrentando a G3X, considerada uma das favoritas pelo público, a equipe esmeraldina não tomou conhecimento do adversário e aplicou a maior goleada da edição até agora: um sonoro 8 a 2.
O mais impressionante da partida foi a atuação do goleiro Esaú. Além de uma performance segura debaixo das traves, ele se aventurou no ataque e marcou dois gols — o primeiro e o último da LOUD — selando uma vitória incontestável e recuperando a moral da equipe.
A primeira virada: Desimpedidos busca resultado no Matchball
Abrindo a rodada, o Desimpedidos, time presidido por Toguro, protagonizou a primeira grande virada da Kings Cup Brazil. A equipe encerrou o tempo regulamentar perdendo para o Real Elite por 3 a 1, levando a decisão para o dramático modo Matchball.
Com resiliência, o time mostrou intensidade e conseguiu marcar três gols consecutivos na etapa final, vencendo por 4 a 3. O destaque ficou para Luisinho, autor do gol da vitória e eleito o melhor jogador da partida.
Funkbol dispara na liderança com gol de goleiro reserva
O Funkbol, comandado por Michel Elias e MC Hariel, manteve os 100% de aproveitamento e disparou na liderança do Grupo B com seis pontos. Em um jogo acirrado contra o Nyvelados, a vitória por 4 a 3 só veio no modo Matchball.
O herói da classificação foi improvável: Gustavo Silva, o goleiro reserva, que foi para a linha e marcou o gol decisivo, garantindo mais três pontos para a equipe.
Em jogo truncado, Fluxo vence Capim nos shootouts
O Fluxo conquistou seus primeiros pontos na competição em uma partida tensa contra o Capim. O jogo foi marcado por muitas chances desperdiçadas e nervosismo, incluindo pênaltis presidenciais perdidos por ambos os lados, terminando empatado em 1 a 1 no tempo normal.
A decisão foi para os shootouts, e aí brilhou a estrela do goleiro João Pedro, do Fluxo. Ele não apenas defendeu três cobranças adversárias como também converteu a sua própria cobrança nas alternadas, garantindo a vitória por 3 a 2 para o Fluxo.
FURIA vence reedição da final contra Dendele
No confronto mais aguardado da rodada, a reedição da final do primeiro split da Kings League Brazil, a FURIA levou a melhor sobre o Dendele. Em uma partida intensa, a atual campeã manteve o controle durante o tempo regulamentar, levando uma vantagem de dois gols para o Matchball.
Na etapa final, Lipão, presidente e jogador, marcou seu segundo gol no jogo, confirmando a vitória da Pantera por 7 a 4 e mantendo o bom momento da equipe.
Entenda as novas regras da Kings Cup
A imprevisibilidade da rodada se deve, em grande parte, às novas regras da Kings Cup. As partidas de 40 minutos (dois tempos de 20) não permitem empate.
O jogo começa 1×1, com jogadores entrando a cada minuto até o 7×7. Entre os minutos 17 e 20, a “bola vermelha” é ativada, fazendo com que qualquer gol valha o dobro.
A grande mudança, no entanto, é o modo Matchball, ativado no final do segundo tempo. Se o jogo estiver empatado, a decisão vai direto para os shootouts. Caso contrário, inicia-se um 5×5 que vai perdendo um jogador de cada lado por minuto (4×4, 3×3, etc.). Se o time que está na frente marcar, o jogo acaba. Se o time que está atrás empatar, a partida entra em modo “gol de ouro”: quem marcar primeiro, vence.
Além disso, uma nova carta secreta, o “Pênalti Invertido”, estreou causando impacto: ao usá-la, o time adversário é forçado a cobrar um pênalti. Se o adversário marcar, o gol não conta; se errar, o ponto vai para a equipe que usou a carta, adicionando uma camada extra de estratégia à competição.







