A segurança eletrônica tornou-se essencial para residências, empresas e condomínios, mas sua eficácia vai além da simples instalação de câmeras, alarmes e controles de acesso. A manutenção preventiva desses sistemas é um fator crucial para garantir seu funcionamento adequado, minimizar riscos e evitar custos inesperados com reparos ou substituições.
De acordo com Felipe Szpigel, vice-presidente de Segurança Eletrônica da PositivoSEG, “a manutenção preventiva vai além da conservação dos equipamentos; ela é uma medida estratégica para garantir a continuidade operacional e a proteção eficaz de pessoas e patrimônios. Identificar e corrigir falhas antes que se tornem problemas críticos minimiza vulnerabilidades, otimiza o desempenho dos dispositivos e reduz custos com substituições emergenciais”.
Benefícios da manutenção preventiva
A negligência na manutenção de sistemas de segurança eletrônica pode resultar em custos elevados com reparos inesperados e substituição de equipamentos. Problemas comuns incluem falhas na conexão de câmeras IP, degradação de baterias em alarmes, controladoras de acesso desconfiguradas e sensores de movimento com desempenho reduzido.
Essas falhas comprometem a qualidade da vigilância, criando vulnerabilidades que podem atrasar a resposta a incidentes. No caso de controles de acesso, problemas operacionais podem impactar diretamente o registro de ponto eletrônico, a liberação de veículos e a gestão do fluxo de pessoas. Por isso, manter um cronograma de inspeções técnicas regulares evita falhas inesperadas, prolonga a vida útil dos dispositivos e reduz custos operacionais.
Szpigel reforça que “além de prolongar a vida útil dos equipamentos, a manutenção preventiva assegura que os sistemas de segurança eletrônica operem com máxima eficiência, prevenindo falhas que poderiam resultar em prejuízos operacionais. Muitos desses problemas podem ser identificados e solucionados em inspeções regulares, evitando perdas financeiras associadas a furtos, invasões ou despesas emergenciais desnecessárias”.
Regulamentações exigem maior rigor na segurança eletrônica
A recente Lei nº 14.967/2024, sancionada em setembro, estabeleceu novos critérios para a prestação de serviços de segurança eletrônica no Brasil. As empresas devem garantir que seus sistemas estejam atualizados e em conformidade com as normas vigentes. Segundo Szpigel, “as novas normas estabelecem critérios mais rigorosos para garantir que os sistemas funcionem com eficiência e estejam em conformidade com a legislação. Isso exige que as empresas compreendam e se adaptem a essas regulamentações, que incluem desde a autorização para empresas operarem até a padronização de contratos e os requisitos de qualificação dos profissionais”.
Para consumidores e empresas, essa regulamentação significa mais confiabilidade e segurança jurídica. A adoção de planos de manutenção preventiva e suporte técnico não são mais diferenciais, mas sim obrigatoriedades para garantir o correto funcionamento dos sistemas.
Medidas essenciais para evitar falhas
Entre as principais práticas para garantir a eficiência dos sistemas de segurança eletrônica estão:
- Inspeções técnicas regulares: verificação de equipamentos, fiações e conexões;
- Limpeza de lentes das câmeras: evita obstrução da visibilidade;
- Testes dos sensores de alarmes: assegura que os dispositivos estejam operando corretamente;
- Atualizações de software: melhora a segurança cibernética dos sistemas e corrige falhas.
A prevenção e a manutenção regular garantem que os sistemas funcionem com máxima eficiência e reduzem gastos desnecessários. Empresas e condomínios que adotam planos de manutenção preventiva conseguem reduzir riscos operacionais e garantir um ambiente mais seguro.