A proteção de dados e a cibersegurança vêm se consolidando como fatores estratégicos para o crescimento da inclusão financeira no Brasil. Em um mercado marcado pela rápida digitalização dos serviços bancários e por exigências regulatórias cada vez mais rigorosas, contar com uma infraestrutura tecnológica segura deixou de ser apenas uma obrigação legal e passou a ser um diferencial competitivo para bancos e fintechs.
Segundo a Galileo Financial Technologies, plataforma global de tecnologia financeira, a confiança do usuário é hoje um dos pilares para ampliar o acesso aos serviços financeiros digitais, especialmente em um país onde milhões de pessoas ainda estão em processo de inclusão no sistema bancário.
À medida que os bancos digitais se tornam o principal ponto de entrada para serviços financeiros de grande parte da população, crescem também as expectativas em relação à privacidade, ao consentimento e ao uso responsável dos dados. Dados do Índice de Inclusão Financeira da Galileo mostram que preocupações com segurança seguem como uma barreira relevante: 70,7% dos entrevistados afirmam que vulnerabilidades relacionadas à proteção de dados desaceleram iniciativas de ampliação do acesso a serviços financeiros.
“A proteção de dados deixou de ser apenas uma exigência regulatória; ela se tornou um fator-chave para o crescimento e a inclusão financeira no Brasil”, afirma Abdul Assal, diretor de Desenvolvimento de Negócios da Galileo Financial Technologies no país. “Quando as pessoas confiam que seus dados pessoais e financeiros estão protegidos, elas se sentem muito mais confortáveis para utilizar serviços financeiros digitais.”
Cibersegurança como base da confiança no sistema financeiro
O Brasil registrou um crescimento acelerado das transações digitais nos últimos anos, impulsionado por inovações como pagamentos instantâneos e pela popularização dos bancos digitais. No entanto, levantamentos recorrentes de entidades como Febraban e Serasa Experian indicam que o medo de fraudes e do uso indevido de informações pessoais ainda é um dos principais fatores de resistência à adoção plena desses serviços.
“A cibersegurança está diretamente ligada à construção e à manutenção da confiança”, explica Assal. “Se os usuários temem que seus dados sejam expostos ou utilizados de forma indevida, a adoção diminui. Uma infraestrutura segura e resiliente permite que as instituições financeiras conquistem essa confiança em escala.”
Proteção de dados e inclusão financeira caminham juntas
Apesar dos avanços significativos na última década, milhões de brasileiros ainda enfrentam dificuldades para acessar ou manter o uso contínuo de serviços financeiros digitais. Nesse contexto, especialistas e reguladores, incluindo o Banco Central do Brasil, reforçam que a inclusão financeira deve caminhar lado a lado com mecanismos robustos de proteção de dados, especialmente sob o escopo da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Para a Galileo, a proteção das informações dos usuários tem impacto direto na inclusão financeira ao reduzir atritos, aumentar a transparência e melhorar a experiência de uso das plataformas digitais.
“A inclusão financeira só é possível quando as pessoas se sentem seguras”, reforça Assal. “Proteger os dados dos usuários é uma forma de empoderar consumidores, principalmente aqueles que estão tendo o primeiro contato com serviços financeiros digitais.”
Conformidade como diferencial competitivo
Com a evolução das regras relacionadas à privacidade e ao consentimento, bancos e fintechs enfrentam o desafio de se adaptar sem comprometer a inovação. Para a Galileo, o caminho está em integrar segurança e conformidade ao núcleo das plataformas tecnológicas.
“Quando a proteção de dados está incorporada desde a base da infraestrutura, ela deixa de ser um obstáculo e passa a fazer parte de uma experiência melhor para o usuário”, conclui Assal. “Tratada de forma estratégica, a proteção de dados se transforma em uma verdadeira alavanca de crescimento para o ecossistema financeiro brasileiro.”







