Entre a intenção de compra e o pagamento, cada etapa a mais aumenta o risco de abandono. No aplicativo, onde preencher formulários longos é ainda menos confortável, esse risco é maior. Para ajudar o varejo digital a lidar com o problema, a Econverse, empresa de tecnologia especializada em e-commerce, reuniu cinco passos para integrar carteiras digitais ao checkout de aplicativos de e-commerce.
A carteira digital permite usar credenciais de pagamento de forma simplificada, com autenticação por biometria, reconhecimento facial, senha ou autenticação do dispositivo, além de tokenização. No aplicativo, isso pode reduzir o preenchimento manual de dados de cartão, encurtar o caminho até a confirmação do pedido e tornar a experiência mais conveniente, principalmente para clientes recorrentes.
De acordo com a pesquisa do Datafolha encomendada pela Abecs, 26% dos portadores de cartão usam carteira digital no smartphone, índice que sobe para 47% entre os consumidores de 25 a 34 anos. Segundo a Econverse, a estratégia não se resume a oferecer uma nova forma de pagamento. Ela precisa combinar tecnologia, UX, segurança e comportamento do consumidor.
Para Pedro Piramo, CEO da Econverse, segurança e conveniência precisam caminhar juntas. Segundo ele, o desafio para o varejo é encurtar a distância entre a intenção de compra e a confirmação do pedido sem abrir mão da confiança do consumidor.
Confira os 5 passos para integrar a carteira digital ao checkout do aplicativo:
1. Avalie os métodos utilizados pelo público: Antes de implementar, as empresas devem analisar os dados do checkout, como participação por meio de pagamento, conversão, falhas, ticket médio e uso por dispositivo. A carteira digital deve atender a um comportamento real. Cruzar esses dados com o perfil dos clientes, principalmente os recorrentes, ajuda a identificar se existe demanda e em quais segmentos o recurso tende a ter mais adoção.
2. Verifique a compatibilidade técnica: A experiência pode parecer simples para o usuário, mas depende de uma arquitetura que envolve gateway, adquirente, sistema operacional, backend, app, antifraude e analytics. Antes de iniciar o desenvolvimento, é essencial confirmar se a carteira escolhida é compatível com o gateway e o adquirente da operação, se funciona nos sistemas operacionais usados pelo público (iOS e Android) e se a integração com o antifraude preserva os critérios de análise de risco.
3. Mantenha uma alternativa: Nem todos os clientes usarão carteira digital. O checkout deve continuar oferecendo outras opções adequadas ao perfil do público, como cartão de crédito, Pix e boleto, com a mesma clareza e fluidez. O objetivo é ampliar a conveniência sem limitar escolhas. Também vale priorizar os métodos mais relevantes e manter as demais opções acessíveis, evitando excesso de botões que competem entre si e aumentam a carga de decisão.
4. Teste diferentes cenários: A integração deve funcionar em primeira compra, cliente recorrente, pagamento aprovado e recusado, troca de endereço, alteração de carrinho, reembolso e cancelamento. Os fluxos de erro merecem a mesma atenção que a compra bem-sucedida. Os testes também devem cobrir diferentes dispositivos e sistemas operacionais, além de garantir que preço, frete, endereço e total continuem visíveis antes da autorização.
5. Configure a mensuração: Sem eventos de analytics, é difícil separar percepção de resultado. É recomendável acompanhar a taxa de adoção, taxa de aprovação, conversão no checkout, tempo até a compra, abandono na etapa de pagamento e conversão de clientes recorrentes. Com os eventos configurados desde o lançamento, a equipe consegue comparar o desempenho antes e depois da carteira digital e decidir, com base em dados, se vale ampliar, ajustar ou priorizar outras melhorias no checkout.



