O uso da inteligência artificial nas empresas brasileiras deixou de ser uma questão de experimentação. O desafio agora é transformar iniciativas isoladas em resultados consistentes para o negócio. Segundo a Leega, consultoria brasileira com mais de 20 anos de atuação em transformação digital, inteligência artificial, data analytics, cloud e aplicações, isso depende menos da tecnologia em si e mais da capacidade das organizações de estruturar governança, processos e estratégia para escalar a IA de forma sustentável.
“As empresas entenderam o potencial da IA. O desafio deixou de ser experimentar a tecnologia e passou a ser incorporá-la ao negócio, com governança, segurança e foco em resultado. Sem essa estrutura, muitos projetos permanecem na fase de testes e não conseguem gerar impacto real e consistente”, afirma Renata Serra, head de Inteligência Artificial da Leega Consultoria.
Para apoiar essa transformação, a Leega reúne consultoria criteriosa e estratégica, gestão e arquitetura tecnológica, que inclui a criação de um gateway de IA e a implementação de soluções de inteligência artificial, além de todo o controle de custos, da mensuração de ROI para o negócio e da adoção das soluções de IA na organização. O objetivo é ajudar empresas a estruturar modelos de implementação capazes de reduzir riscos, aumentar a confiabilidade das aplicações e transformar a IA em uma capacidade permanente nas organizações.
Entre os principais desafios observados no mercado estão a ausência de um modelo de gestão estruturado, o desalinhamento entre as áreas de negócio e tecnologia, o uso pouco integrado dos dados corporativos e a falta de critérios para mensuração de resultados. Esses fatores reduzem o retorno dos investimentos em inteligência artificial.
“A IA precisa ser tratada como uma competência da organização, e não como um projeto isolado. Quando existe um modelo de gestão consistente, as empresas conseguem evoluir continuamente, medir resultados e ampliar o uso da tecnologia com muito mais segurança“, explica Renata.
Outro ponto considerado essencial é aproximar as áreas de negócio das equipes responsáveis pelo desenvolvimento das soluções de IA. De acordo com a Leega, esse alinhamento reduz retrabalho, evita investimentos em iniciativas com baixo potencial de retorno e permite acompanhar continuamente os resultados obtidos em cada projeto.
Para a Leega, o mercado brasileiro vive um momento de transição na adoção da inteligência artificial. Após um período marcado pela experimentação, as empresas começam a estruturar iniciativas capazes de sustentar o uso da tecnologia em larga escala. Nesse cenário, organizações que investirem em governança, gestão, arquitetura tecnológica e capacitação tendem a obter vantagens competitivas nos próximos anos.
“No futuro, a diferença entre as empresas não estará em quem utiliza inteligência artificial, mas em quem consegue operá-la com escala, governança e foco no negócio. É essa maturidade que deve separar as organizações líderes daquelas que continuarão limitadas a iniciativas pontuais“, reflete Renata Serra.
Segundo a head de Inteligência Artificial da Leega, “a IA vai mudar nossa forma de liderar, trabalhar, consumir e adquirir produtos e serviços. As organizações têm que avançar além de agentes para o backoffice pensando no futuro do negócio e no impacto que essa tecnologia vai trazer”, conclui.



