Review | ASUS TUF Gaming A15 mostra a força do Ryzen 7 7435HS

A linha ASUS TUF Gaming ocupa há alguns anos um espaço bastante disputado no mercado de notebooks gamers. Em vez de competir diretamente com modelos premium equipados com as placas de vídeo mais poderosas da atualidade, a família TUF aposta em uma proposta mais equilibrada, combinando desempenho, construção robusta e recursos voltados para jogos em uma faixa de preço mais acessível.

O ASUS TUF Gaming A15 avaliado nesta análise segue exatamente essa filosofia. A configuração recebida para testes reúne um processador AMD Ryzen 7 7435HS, 16 GB de memória DDR5, SSD NVMe de 512 GB e uma placa de vídeo NVIDIA GeForce RTX 2050. À primeira vista, trata-se de um conjunto que não impressiona apenas pelos números da ficha técnica, mas pela forma como seus componentes foram pensados para trabalhar em conjunto.

Em um momento em que muitas discussões sobre notebooks gamers acabam girando exclusivamente em torno da placa de vídeo, o modelo chama atenção por outro motivo. Durante os testes, ficou evidente que o Ryzen 7 7435HS tem papel fundamental na experiência oferecida pelo equipamento, entregando desempenho consistente tanto em jogos quanto em tarefas de produtividade e multitarefa.

Ao longo dos últimos meses, utilizamos o notebook em uma rotina que incluiu jogos competitivos, títulos AAA, benchmarks sintéticos e atividades do dia a dia. O objetivo não era apenas descobrir quantos quadros por segundo ele seria capaz de entregar, mas entender como o ASUS TUF Gaming A15 se comporta como um conjunto completo e para quais perfis de usuário ele realmente faz sentido.

Especificações do modelo testado

A ASUS comercializa diferentes configurações da linha TUF Gaming A15. A versão avaliada nesta análise conta com os seguintes componentes:

  • Processador AMD Ryzen 7 7435HS
  • Placa de vídeo NVIDIA GeForce RTX 2050
  • 16 GB de memória DDR5 4800 MHz
  • SSD NVMe PCIe Gen4 de 512 GB
  • Tela IPS Full HD de 15,6 polegadas com taxa de atualização de 144 Hz
  • Sistema de refrigeração ASUS TUF com tecnologia de autolimpeza
  • Sistema operacional: Windows 11 Home
  • Conectividade: Wi‑Fi e Bluetooth
  • Portas: USB, USB‑C, HDMI, RJ45 e conector para headset
  • Bateria: Íon de lítio 48.001 mWh
  • Peso: 2,30 kg

Construção robusta e portabilidade na medida certa

O ASUS TUF Gaming A15 passa uma boa primeira impressão logo ao sair da caixa. A ASUS optou por um visual relativamente sóbrio para os padrões de um notebook gamer, evitando excessos em iluminação, linhas agressivas ou elementos visuais muito chamativos. O resultado é um equipamento que mantém sua identidade voltada para jogos, mas que também consegue se integrar com naturalidade a ambientes de trabalho, estudo ou reuniões.

A unidade testada possui acabamento na cor Graphite Black, com textura que remete ao aço escovado e contribui para uma aparência mais discreta e elegante. Outro detalhe interessante está na parte inferior do notebook, que utiliza um padrão inspirado em favos de mel. Além de reforçar a identidade visual da linha TUF, esse desenho também está integrado ao sistema de ventilação do equipamento, ajudando na circulação do ar. Segundo a ASUS, a estrutura também contribui para aumentar a estabilidade do conjunto.

Mais do que observar o notebook na mesa, a experiência ao longo dos testes ajudou a entender melhor sua proposta. Durante as semanas de uso, o TUF Gaming A15 foi utilizado tanto como estação principal de trabalho quanto para jogos, passando horas conectado sobre a mesa, seja diretamente apoiado na superfície ou utilizando suportes. Nesse cenário, o espaço ocupado nunca chegou a ser um problema. Apesar da tela de 15,6 polegadas, o equipamento mantém proporções que permitem uma instalação confortável mesmo em mesas menores.

A questão da mobilidade também merece destaque. Embora esteja longe de ser um notebook compacto quando comparado a modelos tradicionais voltados para produtividade, o discurso da ASUS faz mais sentido quando analisamos o contexto do segmento gamer. Estamos falando de um equipamento equipado com processador de alto desempenho, GPU dedicada e sistema de refrigeração dimensionado para suportar cargas intensas de trabalho. Dentro dessa categoria, o TUF Gaming A15 consegue oferecer um equilíbrio interessante entre potência e portabilidade.

Isso ficou evidente durante o período de testes. Em diversos momentos o notebook precisou acompanhar deslocamentos entre diferentes ambientes, passando por mochilas, bancos de carro e porta-malas. Mesmo sem ser uma máquina ultrafina, o transporte não se mostrou um incômodo e a construção transmite confiança para quem pretende levar o equipamento regularmente entre casa, trabalho, faculdade ou viagens.

No fim, a sensação é que o ASUS TUF Gaming A15 não tenta impressionar por ser o notebook gamer mais fino ou mais leve do mercado. Sua proposta parece ser outra: oferecer uma construção sólida, capaz de suportar uma rotina intensa, mantendo um nível de mobilidade compatível com o que se espera de um notebook gamer moderno.

Tela: um equilíbrio interessante entre fluidez e versatilidade

A ASUS equipou o TUF Gaming A15 com um painel IPS Full HD de 15,6 polegadas e taxa de atualização de 144 Hz. Embora essa combinação já seja bastante comum entre notebooks gamers, a experiência prática continua fazendo diferença, especialmente para quem pretende utilizar o equipamento além dos jogos.

Particularmente, sempre tive preferência por painéis IPS. Durante o período de testes, o TUF Gaming A15 reforçou essa percepção ao entregar uma experiência visual agradável tanto para trabalho quanto para entretenimento. As cores apresentam boa consistência, os ângulos de visão são amplos e a imagem mantém sua qualidade mesmo quando observada de posições menos favoráveis, algo que nem sempre acontece em painéis mais simples.

No uso diário, a tela acabou se mostrando tão importante para produtividade quanto para jogos. Grande parte do tempo com o notebook foi dedicada a atividades de trabalho, estudos, navegação, produção de conteúdo e consumo de mídia. Nesses cenários, o painel de 15,6 polegadas oferece uma área de trabalho confortável, permitindo trabalhar com múltiplas janelas abertas sem transmitir a sensação de espaço excessivamente limitado.

A taxa de atualização de 144 Hz também contribui para uma experiência mais agradável mesmo fora do universo gamer. A navegação pelo sistema operacional, a rolagem de páginas e a movimentação entre aplicativos apresentam uma fluidez perceptivelmente superior em comparação aos tradicionais painéis de 60 Hz. É uma daquelas características que, depois de alguns dias de uso, acaba passando despercebida justamente porque se torna natural, mas cuja ausência é rapidamente sentida ao retornar para uma tela convencional.

Nos jogos, naturalmente, essa característica ganha ainda mais relevância. Títulos competitivos são os que mais se beneficiam da combinação entre a alta taxa de atualização e o hardware do equipamento. Em Fortnite, por exemplo, o notebook alcançou aproximadamente 135 FPS no modo desempenho durante os testes realizados, aproveitando praticamente todo o potencial do painel de 144 Hz e proporcionando uma experiência extremamente fluida.

Por outro lado, é importante entender a proposta da máquina. A presença de uma RTX 2050 significa que nem todos os jogos modernos conseguirão atingir taxas de quadros elevadas em configurações gráficas mais avançadas. Ainda assim, mesmo quando o painel não é totalmente explorado em termos de FPS, a qualidade da experiência continua sendo beneficiada pela fluidez adicional oferecida pelos 144 Hz.

No fim, a tela do ASUS TUF Gaming A15 não busca impressionar por números extravagantes ou tecnologias mais sofisticadas encontradas em notebooks premium. Seu mérito está justamente no equilíbrio. O painel consegue atender bem tanto quem procura uma experiência agradável para produtividade quanto quem deseja aproveitar jogos competitivos com altas taxas de quadros, reforçando a proposta versátil que permeia todo o conjunto.

Teclado e touchpad

Em um notebook que se propõe a atender tanto jogadores quanto usuários que pretendem trabalhar ou estudar, teclado e touchpad acabam sendo elementos tão importantes quanto o próprio desempenho. Afinal, são os componentes com os quais o usuário permanecerá em contato durante praticamente toda a experiência de uso.

No TUF Gaming A15, a ASUS procura equilibrar funcionalidade e identidade gamer sem exageros. Um dos destaques visuais fica por conta da iluminação RGB uniforme do teclado, que permite diferentes efeitos de personalização, incluindo modos estático, respiração, ciclo de cores e estroboscópico. Embora esse seja um recurso frequentemente associado aos jogos, ele também contribui para a utilização do equipamento em ambientes com pouca iluminação.

Outra característica que reforça a proposta gamer da máquina está nas teclas WASD destacadas visualmente. Trata-se de um detalhe simples, mas que conversa diretamente com o público que passa boa parte do tempo em jogos competitivos e que já está acostumado a utilizar esse conjunto de teclas como principal forma de movimentação.

A ASUS também destaca a presença da tecnologia Overstroke, desenvolvida para registrar os acionamentos mais rapidamente durante o pressionamento das teclas. Na prática, a proposta é oferecer respostas mais ágeis aos comandos, algo especialmente interessante em jogos que exigem precisão e reações rápidas.

Felizmente, o notebook não parece ter sido pensado exclusivamente para jogos. Durante o período de testes, o teclado foi utilizado diariamente para redação de textos, navegação e atividades de trabalho, mantendo um nível de conforto compatível com longas sessões de uso.

Já o touchpad segue a mesma filosofia de versatilidade observada em outros aspectos do equipamento. Embora a maioria dos jogadores naturalmente prefira utilizar um mouse dedicado durante as partidas, o touchpad continua desempenhando papel importante nas atividades do dia a dia, especialmente durante deslocamentos, viagens ou momentos em que não há periféricos disponíveis.

No conjunto, teclado e touchpad reforçam uma característica que aparece repetidamente ao longo da análise: o ASUS TUF Gaming A15 procura ser mais do que apenas um notebook para jogos. A experiência foi claramente projetada para acomodar diferentes perfis de uso, permitindo que o equipamento transite com naturalidade entre momentos de produtividade e entretenimento.

AMD Ryzen 7 7435HS: o verdadeiro protagonista do conjunto

Em notebooks gamers, é normal que a placa de vídeo receba quase toda a atenção. Afinal, é ela quem normalmente determina quantos quadros por segundo um jogo consegue entregar. Durante os testes com o ASUS TUF Gaming A15, porém, ficou evidente que o componente mais impressionante do conjunto é justamente aquele que costuma passar despercebido nas fichas técnicas: o processador AMD Ryzen 7 7435HS.

Baseado na arquitetura Zen 3+, o chip conta com 8 núcleos e 16 threads. Durante os testes, demonstrou ter capacidade suficiente para lidar com folga não apenas com os jogos avaliados, mas também com as tarefas de produtividade e multitarefa realizadas ao longo do período de uso. Em praticamente todos os cenários, a RTX 2050 atingiu seus limites muito antes de o Ryzen 7 7435HS se aproximar dos seus.

Os números observados durante os testes ajudam a ilustrar esse comportamento. Em jogos como Fortnite, Hogwarts Legacy, Mortal Kombat 1 e GTA V, a utilização da CPU permaneceu normalmente entre 10% e 40%, enquanto a GPU frequentemente operava próxima de 100% de carga. Na prática, isso significa que o Ryzen 7 7435HS raramente foi exigido ao seu limite e que havia uma reserva significativa de desempenho disponível.

Mais do que uma curiosidade técnica, esse resultado ajuda a explicar a sensação de fluidez observada durante toda a experiência de uso. Mesmo alternando entre jogos, aplicativos de produtividade, navegadores com múltiplas abas e outras atividades simultâneas, o sistema se manteve responsivo e sem demonstrar sinais de esforço. É exatamente esse comportamento que se espera de um notebook que não será utilizado exclusivamente para jogar.

Essa característica também traz benefícios importantes para a longevidade do equipamento. Embora a RTX 2050 naturalmente imponha alguns limites quando o assunto são configurações gráficas mais agressivas ou recursos como Ray Tracing, o Ryzen 7 7435HS continua oferecendo uma base de processamento bastante sólida para os jogos atuais e para aplicações mais exigentes. Na prática, isso ajuda a garantir que o notebook permaneça relevante por mais tempo em tarefas que dependem especialmente da capacidade de processamento.

Para quem utiliza o notebook como ferramenta de trabalho, o cenário é igualmente positivo. Produção de conteúdo, edição de imagens, videoconferências, multitarefa intensa e navegação com dezenas de abas abertas são atividades que se beneficiam diretamente da combinação entre os oito núcleos físicos e os dezesseis threads disponíveis. Embora o ASUS TUF Gaming A15 seja apresentado como um notebook gamer, boa parte de sua versatilidade vem justamente da capacidade do Ryzen 7 7435HS de transitar com naturalidade entre entretenimento e produtividade.

Ao final dos testes, ficou a impressão de que o processador da AMD é um dos principais responsáveis pelo equilíbrio do equipamento. Enquanto a RTX 2050 define até onde o notebook consegue avançar em qualidade gráfica, o Ryzen 7 7435HS garante que todo o restante da experiência aconteça sem limitações perceptíveis. E é justamente essa combinação que ajuda a tornar o ASUS TUF Gaming A15 uma máquina mais versátil do que sua ficha técnica pode sugerir à primeira vista.

RTX 2050 e desempenho em jogos

Como já comentamos acima, se o Ryzen 7 7435HS se destacou pela sobra de desempenho, a GeForce RTX 2050 foi a responsável por definir os limites do ASUS TUF Gaming A15 durante os testes. E isso não deve ser encarado necessariamente como um ponto negativo. Afinal, estamos diante de uma proposta voltada para quem busca equilíbrio entre custo, desempenho e versatilidade, não para um notebook gamer de categoria premium.

Ao longo dos testes, ficou evidente que a RTX 2050 ainda consegue oferecer uma experiência bastante satisfatória em diferentes cenários, desde jogos competitivos até títulos AAA mais recentes, desde que as expectativas estejam alinhadas com o posicionamento do equipamento. Embora não tenha sido projetada para perseguir os presets máximos dos lançamentos recentes, a GPU se mostrou capaz de proporcionar uma experiência consistente em uma ampla variedade de jogos.

Nos jogos competitivos, o desempenho foi bastante convincente. Fortnite apresentou o melhor resultado obtido durante as avaliações, alcançando cerca de 135 FPS médios no modo desempenho, com mínimos próximos dos 100 FPS. Trata-se de um cenário em que a combinação entre a RTX 2050 e a tela IPS de 144 Hz mostra todo o seu potencial, entregando uma experiência extremamente fluida e responsiva.

Já em títulos mais exigentes, o comportamento muda. Hogwarts Legacy foi provavelmente o exemplo mais interessante para entender até onde a RTX 2050 consegue avançar em jogos modernos. Com a qualidade ajustada para o nível médio, o notebook manteve aproximadamente 40 FPS com boa estabilidade, oferecendo uma experiência perfeitamente jogável. Aumentar as configurações gráficas para o nível alto ou ultra, porém, começa a cobrar um preço significativo em fluidez, mostrando claramente que a proposta da GPU está mais alinhada com ajustes intermediários.

Mortal Kombat 1 reforçou essa percepção. Em configurações mais conservadoras o desempenho permaneceu consistente e agradável, enquanto a ativação de recursos adicionais de Ray Tracing começou a pressionar o hardware de forma mais evidente. O resultado é um comportamento bastante previsível para uma GPU dessa categoria: qualidade visual e desempenho precisam caminhar lado a lado para preservar uma experiência confortável.

Outro resultado que merece destaque veio de GTA V. Embora seja um título mais antigo, o jogo continua sendo uma boa referência pela escala de seu mundo aberto e pela variedade de efeitos gráficos disponíveis. Durante os testes, o notebook conseguiu manter cerca de 67 FPS médios em configurações muito altas, demonstrando que ainda possui capacidade para oferecer uma ótima experiência em jogos que continuam extremamente populares entre os jogadores de PC.

Onde a RTX 2050 encontra suas maiores dificuldades é no uso intensivo de Ray Tracing. Os resultados observados em jogos como Hogwarts Legacy e nas configurações mais agressivas dos demais títulos mostram quedas acentuadas de desempenho quando o recurso é utilizado em níveis elevados, frequentemente levando a taxas de quadros que comprometem a jogabilidade.

No fim, a experiência em jogos deixa clara a identidade do ASUS TUF Gaming A15. Ele não foi projetado para perseguir os presets máximos dos lançamentos mais recentes, mas sim para oferecer uma experiência consistente e equilibrada em uma ampla variedade de títulos. Jogos competitivos são executados com bastante conforto, enquanto os AAA modernos exigem ajustes mais criteriosos nas configurações gráficas. Dentro dessa proposta, a RTX 2050 entrega exatamente o que se espera dela e, combinada ao Ryzen 7 7435HS, ajuda a formar um conjunto bastante competente para quem busca um notebook gamer versátil.

Temperaturas e refrigeração

Notebook gamer normalmente exige um equilíbrio delicado entre desempenho e controle térmico. Afinal, processador e placa de vídeo trabalhando próximos do limite geram calor, e a forma como esse calor é dissipado impacta diretamente a experiência de uso.

No caso do ASUS TUF Gaming A15, esse foi um dos aspectos que mais chamaram atenção ao longo dos testes. Mesmo durante sessões prolongadas de jogos e benchmarks, o equipamento manteve temperaturas bastante controladas para a categoria, normalmente operando na faixa entre 68°C e 76°C. Os números, por si só, já são positivos, mas o mais importante foi perceber que essa estabilidade se refletiu diretamente na experiência prática de uso.

A própria ASUS destaca que o modelo utiliza um sistema de refrigeração composto por múltiplos condutores térmicos, três dissipadores de calor e a tecnologia de autolimpeza 2.0, desenvolvida para reduzir o acúmulo de partículas no interior do sistema de ventilação. Embora boa parte desses elementos fique invisível para o usuário durante a utilização diária, seus efeitos podem ser percebidos no comportamento geral da máquina.

Durante os testes, não foram observadas quedas abruptas de desempenho associadas ao superaquecimento, algo particularmente importante em notebooks gamers. Essa constatação foi reforçada pelos resultados obtidos no benchmark Steel Nomad Light Stress Test, que registrou 98,7% de estabilidade após 20 ciclos consecutivos de execução. Na prática, isso indica que o notebook consegue sustentar sua performance ao longo do tempo sem sofrer reduções significativas causadas por thermal throttling.

Esse comportamento ficou evidente principalmente nos cenários mais exigentes avaliados ao longo desta análise. Durante sessões prolongadas de jogos e benchmarks, o notebook manteve temperaturas estáveis e desempenho consistente, sem apresentar quedas perceptíveis associadas ao superaquecimento. É justamente esse tipo de comportamento que diferencia um sistema de refrigeração eficiente: não apenas manter números controlados, mas garantir que a experiência permaneça a mesma mesmo após horas de uso.

Outro ponto positivo está relacionado ao ruído. A ASUS informa que a geração atual do sistema de ventilação pode operar de forma até 11% mais silenciosa no modo Desempenho em comparação com versões anteriores. Embora o sistema de ventilação naturalmente se torne perceptível durante jogos ou benchmarks mais exigentes, ele nunca chegou a chamar atenção de forma excessiva durante o período de testes. O resultado é uma experiência que consegue equilibrar refrigeração eficiente com um nível de ruído compatível com o que se espera de um notebook gamer dessa categoria.

Ao final da análise, ficou a impressão de que a refrigeração é uma das grandes responsáveis pelo equilíbrio observado no ASUS TUF Gaming A15. Não se trata apenas de manter temperaturas baixas, mas de garantir que processador e placa de vídeo possam trabalhar de forma consistente durante longos períodos de uso. E quando observamos os resultados obtidos em jogos, benchmarks e atividades do dia a dia, fica evidente que o sistema cumpre bem esse papel.

Bateria

A autonomia não foi um dos principais focos desta análise. Durante a maior parte do período de testes, o ASUS TUF Gaming A15 foi utilizado conectado à tomada, tanto em sessões de trabalho quanto durante os testes de desempenho e jogos, cenário bastante comum para notebooks gamers equipados com hardware dedicado. Por esse motivo, não foi possível realizar uma avaliação completa da duração da bateria em diferentes perfis de uso.

A unidade testada conta com uma bateria de 48 Wh e suporte à tecnologia de carregamento rápido, características que buscam oferecer maior praticidade para o uso diário. No entanto, como processadores de alto desempenho e placas de vídeo dedicadas costumam elevar significativamente o consumo energético durante tarefas mais exigentes, a autonomia real pode variar bastante de acordo com a carga de trabalho executada.

Durante a utilização cotidiana, a bateria acabou cumprindo principalmente o papel de garantir mobilidade entre diferentes ambientes da casa, reuniões rápidas ou pequenos períodos longe da tomada. Já em atividades mais exigentes, como jogos e benchmarks, o notebook permaneceu conectado à alimentação externa para garantir o máximo desempenho disponível, comportamento esperado para um equipamento desta categoria.

Por essa razão, a análise da bateria deve ser encarada mais como um registro da configuração do produto do que como uma avaliação conclusiva de autonomia. Ainda assim, considerando a proposta do ASUS TUF Gaming A15, a experiência geral reforça a percepção de que ele foi concebido prioritariamente para entregar desempenho, utilizando a bateria como um recurso de mobilidade complementar e não como seu principal diferencial.

Veredito

Ao final dos testes, uma conclusão ficou bastante clara: o ASUS TUF Gaming A15 não tenta ser o notebook gamer mais poderoso do mercado, e talvez seja justamente por isso que ele encontra seu melhor equilíbrio.

Durante o período de uso, a máquina precisou desempenhar diferentes papéis. Em alguns momentos foi utilizada para trabalho, navegação, produção de conteúdo e multitarefa. Em outros, tornou-se uma plataforma para jogos competitivos, títulos independentes e produções AAA muito mais exigentes. Ao longo de todas essas situações, o notebook demonstrou uma característica que apareceu repetidamente em praticamente todas as seções desta análise: consistência.

Boa parte desse resultado passa pelo AMD Ryzen 7 7435HS. Em um mercado onde a atenção costuma ficar concentrada quase exclusivamente na placa de vídeo, o processador acabou se revelando um dos componentes mais impressionantes do conjunto. Mesmo nos cenários mais exigentes avaliados, a utilização da CPU permaneceu distante de seus limites, oferecendo desempenho de sobra tanto para jogos quanto para atividades de produtividade e multitarefa.

A RTX 2050, por sua vez, assume um papel diferente. Ela entrega exatamente o que se espera de uma GPU de entrada para o segmento gamer em 2026. Jogos competitivos como Fortnite são executados com excelente fluidez, aproveitando muito bem a tela IPS de 144 Hz, enquanto títulos AAA mais recentes continuam perfeitamente jogáveis desde que as configurações gráficas sejam ajustadas com equilíbrio. Os testes também deixaram claro que recursos como Ray Tracing representam um desafio maior para a placa, especialmente em jogos modernos.

Outro aspecto que merece destaque é o sistema de refrigeração. As temperaturas observadas durante as sessões de benchmark e jogos permaneceram controladas, sem indícios relevantes de thermal throttling. A excelente estabilidade registrada nos testes sintéticos reforça a sensação de que o notebook foi projetado para sustentar seu desempenho de forma consistente ao longo do tempo.

Talvez o maior elogio que possa ser feito ao ASUS TUF Gaming A15 seja justamente o fato de ele não se limitar ao universo gamer. A combinação entre o Ryzen 7 7435HS, os 16 GB de memória DDR5, o SSD NVMe e a tela de 144 Hz cria um conjunto capaz de atender com tranquilidade estudantes, profissionais e criadores de conteúdo que também desejam uma máquina preparada para jogar.

Isso significa que ele é indicado para todos os perfis? Não necessariamente.

Quem procura uma experiência focada em Ray Tracing avançado, presets Ultra em todos os lançamentos ou desempenho semelhante ao encontrado em notebooks equipados com RTX 4060, RTX 4070 ou superiores provavelmente encontrará limitações rapidamente. Por outro lado, quem busca um equipamento versátil, capaz de equilibrar trabalho, estudos e jogos sem exigir um investimento tão elevado, encontrará aqui uma proposta bastante convincente.

No fim, o ASUS TUF Gaming A15 deixa uma impressão positiva justamente porque entende bem sua missão. Ele não tenta competir em uma categoria que não é a sua. Em vez disso, entrega um conjunto equilibrado, com excelente processador, boa construção, refrigeração eficiente e desempenho compatível com sua proposta. E, considerando tudo o que foi observado durante os testes, é difícil não sair com a sensação de que o Ryzen 7 7435HS é o grande responsável por esse equilíbrio.

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Yuri Rodrigo de Camargo

Produtor de Conteúdo Digital com mais de 14 anos de experiência em redação e produção de conteúdo de textos e vídeos informativos, coberturas de eventos de lançamentos de produtos e tecnologias diversas e análises de produtos, aplicativos e serviços para sites como Diário do Android (2011-2012), Mobile Xpert (2012-2016) e Tempo Integral (2016-2018).

Dedicado desde 2018 à criação e produção de conteúdo para o site e canal do YouTube Além do Click: Tech, Games & Geek.

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