Os tablets já não ocupam apenas o espaço intermediário entre smartphones e notebooks. Com a evolução dos hábitos digitais, o avanço do trabalho híbrido e a crescente integração entre dispositivos, esses equipamentos passaram a assumir funções próprias dentro da rotina de estudo, trabalho, produtividade e entretenimento. Essa é a avaliação da Positivo Tecnologia, que identifica uma mudança no papel dos tablets dentro do ecossistema digital atual.
A percepção acompanha um momento de crescimento do segmento. Segundo projeções da IDC citadas pela empresa, o mercado brasileiro deverá registrar 2,12 milhões de unidades de tablets embarcadas em 2026, reforçando a demanda por dispositivos cada vez mais versáteis e adaptados a diferentes perfis de uso.
De segunda tela a ferramenta principal
Durante muitos anos, os tablets foram vistos como dispositivos complementares, utilizados principalmente para consumo de conteúdo e navegação casual. No entanto, a evolução do hardware, dos aplicativos e da conectividade ampliou significativamente suas possibilidades de uso.
Hoje, os equipamentos são utilizados para:
- Trabalho remoto e híbrido;
- Estudos e atividades educacionais;
- Videoconferências;
- Leitura e anotação de documentos;
- Consumo de conteúdo por streaming;
- Controle de dispositivos inteligentes;
- Organização e produtividade pessoal.
Segundo Cristiano Freitas, diretor de Negócios de Mobilidade da Positivo Tecnologia, o tablet passou a ocupar uma posição própria dentro do ecossistema conectado.
“O tablet deixou de disputar espaço diretamente com smartphones e notebooks para assumir uma função própria dentro de um ecossistema conectado. Ele oferece uma experiência mais confortável para determinadas atividades e complementa os demais dispositivos utilizados pelo consumidor.”
Mudança no comportamento altera critérios de compra
A empresa observa que a digitalização de diversas atividades acelerou essa transformação.
O crescimento do ensino remoto, das plataformas digitais, dos serviços online e do trabalho híbrido fez com que consumidores passassem a buscar equipamentos mais versáteis e capazes de acompanhar diferentes momentos do dia.
Como consequência, os critérios de compra também mudaram. Além do desempenho, fatores como tamanho e qualidade da tela, autonomia de bateria, mobilidade, conectividade, integração com acessórios e capacidade de armazenamento ganharam maior relevância na decisão de compra.
Para a Positivo, o consumidor atual procura uma experiência completa, capaz de integrar diferentes dispositivos e fluxos de trabalho.
Integração passa a ser mais importante que o dispositivo isolado
Outro ponto destacado pela companhia é a crescente integração entre equipamentos.
Segundo a avaliação da empresa, é cada vez mais comum que usuários iniciem uma atividade em um smartphone, continuem em um notebook e recorram ao tablet em determinados momentos da jornada.
“Hoje falamos cada vez menos em dispositivos isolados e cada vez mais em experiências integradas”, afirma Cristiano Freitas.
Nesse cenário, o tablet passa a atuar como um elemento complementar dentro de um ecossistema de dispositivos conectados, oferecendo uma tela maior e maior praticidade em atividades específicas.
A Positivo cita como exemplo o Vision TAB11, modelo equipado com teclado e caneta que busca atender tanto atividades de produtividade quanto consumo de conteúdo e entretenimento.
Inteligência artificial deve ampliar ainda mais a relevância dos tablets
A empresa acredita que a próxima etapa dessa evolução será impulsionada pela inteligência artificial.
Recursos como resumo automático de documentos, organização de informações, tradução em tempo real, transcrição de reuniões, assistentes de produtividade e edição automatizada de conteúdo devem ampliar o potencial de uso dos tablets em diferentes contextos.
Ao mesmo tempo, a integração com serviços em nuvem, acessórios inteligentes e outros equipamentos conectados tende a reforçar ainda mais o papel desses dispositivos na rotina digital.
Mercado caminha para experiências conectadas
Na visão da Positivo, o futuro dos tablets está menos relacionado à substituição de outros equipamentos e mais à sua capacidade de funcionar como parte de uma experiência integrada.
Isso significa que, em vez de competir diretamente com smartphones ou notebooks, os tablets passam a atender necessidades específicas dentro de um ambiente tecnológico cada vez mais conectado.
Com telas maiores, suporte a acessórios, recursos de produtividade e novas funcionalidades baseadas em inteligência artificial, os dispositivos deixam para trás a imagem de “segunda tela” e consolidam uma posição própria dentro da rotina digital de consumidores e profissionais.






