Quando um sintoma surge fora do horário comercial, milhões de brasileiros recorrem à internet em busca de respostas. O desafio é separar informação confiável de interpretações alarmistas. Nesse contexto, cresce o espaço para ferramentas de triagem clínica apoiadas por inteligência artificial. Segundo levantamento recente, 69% dos brasileiros já se sentem confortáveis em descrever sintomas a sistemas de IA se isso significar um atendimento mais rápido. A tendência abre caminho para soluções como a MOMA.I, que utiliza tecnologia e validação médica para orientar pacientes e apoiar decisões de saúde de forma mais estruturada. “Ela separa uma indisposição gástrica de uma oscilação de glicose ou desidratação, te dando as condutas de alívio e os sinais de alerta reais para emergências. Já para quadros de dores de cabeça constantes, a MOMA.I investiga se a causa está na visão, postura ou se o excesso de remédios causou um efeito rebote ou demais razões, por exemplo”, explica o Dr. Hendrick Hoyler, um dos idealizadores do app. Vale ressaltar que, se for preciso, um médico valida a triagem, emite o pedido de exames ou receita dentro da plataforma.
A partir dos dados coletados, o sistema realiza uma estratificação de risco e direciona o usuário conforme a necessidade identificada. Dependendo da avaliação, a recomendação pode envolver medidas de autocuidado, acompanhamento médico programado ou a busca imediata por atendimento presencial. Quando necessário, profissionais de saúde realizam a validação da triagem e podem emitir prescrições e solicitações de exames diretamente pela plataforma.
Para os fundadores, o avanço de soluções desse tipo reflete uma transformação mais ampla no setor, impulsionada pela digitalização dos serviços de saúde e pela busca por jornadas mais integradas e orientadas por dados.
“A discussão sobre inteligência artificial na saúde deixou de ser uma projeção futura. Hoje, o desafio é garantir que essas ferramentas sejam utilizadas com responsabilidade clínica e foco na experiência do paciente. Nosso objetivo é ampliar o acesso à orientação em saúde sem abrir mão da supervisão médica e da segurança assistencial”, afirma o Dr. Eduardo Vilela.
Outro diferencial da plataforma é o registro contínuo do histórico do paciente, permitindo acompanhar sintomas, orientações e interações ao longo do tempo. Segundo os idealizadores, a consolidação dessas informações contribui para uma visão mais completa da jornada de cuidado e favorece decisões clínicas mais contextualizadas.
Desenvolvida com curadoria médica própria, a MOMA.I aposta na combinação entre inteligência artificial e validação humana para ampliar o acesso à orientação em saúde e apoiar pacientes em momentos de dúvida, especialmente quando o atendimento presencial não está imediatamente disponível. ‘’Acreditamos que informação qualificada, no momento certo, pode fazer toda diferença na forma como as pessoas cuidam da própria saúde’’, conclui Vilela.






